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Recreação e as Diversas Linguagens e Folclore (Por Rosa Maria Alves da Costa)

Sobre o Autor

Rosa Maria Alves da Costa
Belém/PA - Brasil
Site: http://edfisicasemfronteiras.blogspot.com/
E-mail: rosinha66@hotmail.com

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As Danças Folclóricas da Região Norte

A região norte é rica em cultura popular sendo um foco importante deste povo as danças abastadas em tradições culturas e cenários que ampliam a imaginação popular.

As danças folclóricas pouco são desenvolvidas com os alunos e quando são abordadas somente envolve um trabalho maior na escola que são as tradicionais festas juninas, e é neste momento que são desenvolvidas as danças folclóricas compartilhamos com NANNI 1995 que “A aplicação da dança pelo professor devera ser feita através de suas experiências criativas ou pela redescoberta da expressão estética do movimento, pelas possibilidades de comunicação não verbal com seus semelhantes através da dança, o que possibilitara tornar a dança disponível para o máximo possível de pessoas, sem o caráter elitista fazendo que cada um possa dançar dentro dos limites de sua capacidade.(p.133)”.

As danças folclóricas trazem contribuição para o desenvolvimento corporal assim como perceber o seu e o do outro, segundo PEREIRA; HUNGER, 2006 “Como benefício no desenvolvimento social devemos criar condições para que estabeleça relações com as pessoas e com o mundo; no desenvolvimento biológico, o conhecimento de seu corpo e de suas possibilidades; no desenvolvimento intelectual, contribuir para a evolução do cognitivo e no filosófico, contribuir para o autocontrole, para o questionamento e a compreensão do mundo. (p.2)”

Na região norte trabalhamos as danças do lundu, carimbo, marujada e boi-bumbá.

O Carimbo é considerado um gênero musical de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se e recebeu outras influências, principalmente negra.

Seu nome, em tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca o ritmo, o curimbó. Surgida em torno de Belém na zona do Salgado (Marapanim, Curuçá, Algodoal) e na Ilha de Marajó, passou de uma dança tradicional para um ritmo moderno, influenciando a lambada e o zouk.

A formação instrumental original do carimbó era composta por dois curimbós: um alto e outro baixo, em referência aos timbres (agudo e grave).

Em relação ao vestiário

Roupa das mulheres

As mulheres dançam descalças e com saias coloridas que vão até os pés muito franzidas amplas. A saia normalmente possui estampas florais grandes. Blusas de cor branca, pulseiras e colares de sementes grandes. Os cabelos são ornamentados com ramos de rosas ou jasmim de Santo Antônio. Todos os dançarinos apresentam-se descalços.

Roupa dos Homens

Homens dançam utilizando calças geralmente brancas e simples, comumente com a bainha enrolada, costume herdado dos ancestrais negros que utilizavam a bainha da calça desta forma devido as atividades exercidas, como a exemplo, a coleta de caranguejos nos manguezais.

Além disto ainda utilizam camisa de pano com desenho e corte comum a que a população ribeirinha tradicionalmente utilizava até meados do início do século XX, juntamente com o tradicional chapéu de palha.

 

REFERÊNCIAS:

ARRETO, Débora. Dança…: Ensino, sentidos e possibilidades na escola. São Paulo – Autores Associados, 2004.
GIFFONI, Maria Amália Correa. Danças Folclóricas Brasileiras e suas aplicações educativas. São Paulo – Melhoramentos, 1973.
MARQUES, Isabel A. Dançando na escola. São Paulo – Cortez, 2003.
NANNI,Dionísia. Dança: educação, princípios, métodos e técnicas. Rio de janeiro – Sprint, 1995.

AUTORAS:

Nilvana do Socorro Gaspar Rocha
Professora da Rede Municipal de Educação de Belém. Graduada em Pedagogia.

Rosa Maria Alves da Costa
Professora de Educação Física. Esp. em danças folclóricas, Esp. em recreação . Delegada e Relações Públicas da FIEP/PA.

O Brincar e a Inclusão Social no Contexto

“As crianças precisam brincar, independentemente de suas condições físicas, intelectuais ou sociais, pois a brincadeira é essencial a sua vida. O brincar alegra e motiva as crianças, juntando-as e dando-lhes oportunidade de ficar felizes, trocar experiências, ajudarem-se mutuamente; as que enxergam e as que não enxergam, as que escutam muito bem e aquelas que não escutam, as que correm muito depressa e as que não podem correr. (Siaulys, p. 11, 2006)”.

A brincadeira é um momento de troca das crianças independente das condições físicas, classe econômica e relação social mediante que é nesta ocasião que a criança cria e recria.

Nesta hora é um momento de dialogo entre o mundo, os personagens e as vivencias cotidianas do seu dia-dia.

Perceber a importância das brincadeiras para o processo de desenvolvimento e aprendizagem da criança é fundamental, porém o que se percebe e que os professores trabalham com essas brincadeiras desvinculadas do lúdico ou quando trabalham visam o entretimento da criança.

Diante deste aspecto e que trabalhamos brincadeiras lúdicas e divertidas para as crianças as quais envolvam as crianças deficientes respeitando o caminhar do ritmo e tempo da criança.

Algumas dessas atividades percebemos o envolvimento de todas e a o prazer de está participando.

A principio as brincadeiras são informadas as crianças, visando que é importante que elas saibam o que irão realizar neste período do dia.

Logo em seguida formamos pequenos grupos para dar início a situação de aprendizagem.

As brincadeiras além de se a linguagem universal é uma das formas de comunicação da criança entre, percebe a si mesmo e entender seu papel social.

E partindo desse entendimento e que propomos as seguintes brincadeiras as quais envolveram a linguagem oral, gestual – corporal, musicas e logico matemática: mergulho da busca, medindo força, corrida na agua as quais foram desenvolvidas na agua e no espaço amplo para as crianças as quais podia mostrar todo o seu desenvolvimento corporal.

REFERÊNCIAS: 

CORSINO, Patricia. Educação infantil: Cotidiano e políticas. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2009.
VIGOTSKI, Lev S. Criação e imaginação. In: VIGOTSKI, Lev S. Imaginação e criação na infância. Apresentação e comentários Ana Luiza Smolka; tradução Zoia Prestes. São Paulo: Ática, 2009.
BUJES, Maria Isabel Edelweiss. Escola infantil: Pra que te quero? In: CRAIDY, Carmem.; KAERCHER, Gládis E. Educação infantil Pra que te quero?. Porto Alegre: Artmed, 2001.

AUTORAS:

Nilvana do Socorro Gaspar Rocha
Professora da Rede Municipal de Educação de Belém. Graduada em Pedagogia.

Rosa Maria Alves da Costa
Professora de Educação Física. Esp. em danças folclóricas, Esp. em recreação e Delegada FIEP/PA.

Manifestaçoes Culturais e a Educação Física

O texto reverencia as manifestações culturais adentrando especificamente as danças folclóricas, na qual trabalhamos o desenvolvimento do conhecimento do próprio corpo e a relação dele na dança folclórica de uma determinada região, mas para isso precisamos entender o que é cultura. Segundo o dicionário Aurélio Cultura é 1. Ato, efeito ou modo de cultivar. 2. Cultivo. 3. O complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e doutros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade: civilização. 4. O desenvolvimento de um grupo social, uma nação, etc., que é fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento desses valores; civilização, progresso”.

As regiões, o seu respectivo povo mostra sua tradição, valores, costumes, hábitos isto é uma manifestação cultural.

As manifestações culturais mostram a riqueza de um povo, diante disto, como educadora trabalhamos as danças folclóricas, mostrando a riqueza da dança e sua tradição dentro de um povo.

Para compreendermos a importância da dança folclórica no processo de construção e formação do indivíduo em sociedade, faz – se necessário ainda, que de maneira tímida, realizar uma breve abordagem sobre o conceito de folclore e sua importância histórica.

Segundo Giffoni (1951), a palavra folklore (folclore) foi publicada pela primeira vez no dia vinte e dois de agosto de 1846, sendo derivada da fusão da palavra folk, que nos dialetos anglo-saxônicos quer dizer povo, e lore, no sentido do saber, isto é, no sentido tradicional do saber do povo. A cultura é uma dimensão da realidade social, a dimensão não-material, uma dimensão totalizadora, pois engloba os vários aspectos da realidade do qual são construídas pelas ações dos próprios homens.

A educação física nesta abordagem de trabalho, traz as manifestações culturais de um povo. E é ampliado e favorecendo mostrados na dança folclórica.

As danças sempre foram um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares) e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos.

Referências

AURELIO, O mini dicionário da língua portuguesa. 4ª edição revista e ampliada do mini dicionário Aurélio. 7a impressão – Rio de Janeiro, 2002.
ARAÚJO, Alceu Maynart. Cultura Popular Brasileira, 3 ed, São Paulo: edições melhoramentos, 1977.
GIFFONI, Maria Amália Corrêa. Danças folclóricas brasileiras e suas aplicações educativas. 3ed, São Paulo: melhoramentos, Brasília, INL 1973.
OLIVEIRA, Maria Goretti Rocha. Danças populares como espetáculo público no Recife, 1993.

 

Autoras:

Nilvana do Socorro Gaspar Rocha
Professora da Rede Municipal de Educação de Belém. Graduada em Pedagogia.

Rosa Maria Alves da Costa
Professora de Educação Física. Esp. em danças folclóricas, Esp. em recreação e Delegada FIEP/PA.

A Recreação e as Diversas Linguagens

O presente trabalho enfocou o currículo das diversas linguagens, visando mais especificamente à linguagem da brincadeira, a qual compartilhamos com Oliveira (2000, p.7) “(…) é brincando que a criança elabora progressivamente o luto pela perda relativa dos cuidados maternos, assim como encontra forças e descobre estratégias para enfrentar o desafio de andar com as próprias pernas e pensar aos poucos com a própria cabeça, assumindo a responsabilidade pelo seus atos”. Objetivamos construir uma relação da recreação com as linguagens das crianças, sendo uma forma de contribuição para o aprendizado. Uma vez que observamos a recreação somente pelo ângulo do entretenimento lúdico.

Foi realizada uma pesquisa de campo envolvemos crianças na faixa etária de 6 à 11 anos de idades, sendo que uma criança é deficiente com classes sociais diferentes. Coletamos por meio de material áudio visual, imagens registro realizado pelas crianças, dados importantes para a construção desta relação.

As situações de aprendizagens (brincadeiras) foram selecionadas levando em consideração como forma de desafios para a variação etária singular.

Compartilhamos com Freire (2003, p.13) que um professor que trabalha de forma a limitar seu aluno, não dando-lhe liberdade de construir seu próprio conhecimento, estará também aniquilando as chances de observar as diferenças existentes entre o grupo de alunos, assim como a de transformar estas diferenças em um canal para ricas aprendizagens (sociais, afetivas e físicas).

Diante disto, proporcionamos atividades de aprendizagens na piscina, na quadra e na área ampla com intuito de verificar e perceber o desenvolvimento de cada criança sem levar em consideração idade e classe social, deixando-as livres para a ressignificação das brincadeiras aplicadas. Tentamos entender até que ponto a classe social influencia nessa troca de experiências diversas.

Foram utilizados vários materiais como: bolas de isopor, papel, bolas de ping – pong, coador de café, frutas plásticas, raquetes, petecas, letras coloridas, latas, balões, copos plásticos, garrafas pet’s, canudos e palitos de fósforos. Recursos estes de fácil acesso para qualquer educador.

Durante a realização da pesquisa, verificamos o processo de desenvolvimento e comportamento de cada criança, vários desafios foram propostos, com recursos simples podemos construir qualquer aprendizagem ampliando a cultura infantil.

Para Gobbi (2010) as crianças expressam-se utilizando várias linguagens, com as quais constroem a si mesmas e as culturas nas quais estão inseridas levando-as ao encontro entre palavras, choros, sons, movimentos, traçados, pinturas, todos imbricados em ricas manifestações, mas que, por vezes, encontra-se enfraquecida no cotidiano infantil devido à ausência de propostas, que mesmo simples, procurem garantir processos de criação em que os questionamentos, a busca criativa por diferentes materiais, o respeito pelo trabalho individual e coletivo, estejam presentes.

Durante a ação lúdica, as diversas linguagens, assim como a linguagem oral, escritas, intra e inter pessoal, logico-matemática, afetiva dentre outras se entrelaçam na linguagem impulsionadora que é a da brincadeira, fazendo um encadeamento enriquecedor no processo de aprendizagem.

Durante as observações, foi percebido que as crianças reconstruíram as brincadeiras levando em conta as peculiaridades intrínsecas da sua cultura, independentemente da classe social em que está inserido, vale ressaltar que as crianças da classe menos favorecida manipulavam com dinamismo os materiais que lhes foram oferecidos, mas isto foi oportunizado a todos no decorrer da pesquisa.

Podemos afirmar que a recreação pode ser abordada em qualquer classe social e com pessoas de diferentes idades e tamanhos, oportunizando o aprendizado das crianças numa ação lúdica.

Referências

FREIRE, Paulo. PEDAGOGIA DO OPRIMIDO. Edição Paz e terra. Rio de Janeiro, 2003.
OLIVEIRA, Vera Barros de (org), O BRINCAR E O NASCIMENTO AOS SEIS ANOS. Petrópolis , RJ: Vozes, 2000.
GOBBI, Márcia. MÚLTIPLAS LINGUAGENS DE MENINOS E MENINAS E A EDUCAÇÃO INFANTIL. ANAIS DO I SEMINÁRIO NACIONAL: CURRÍCULO EM MOVIMENTO – Perspectivas Atuais. Belo Horizonte, novembro de 2010.

 

Autoras:

Nilvana do Socorro Gaspar Rocha
Professora da Rede Municipal de Ensino de Belém, graduada em Pedagogia.

Rosa Maria Alves da Costa
Especialista em Acupuntura, delegada da FIEP Pará e profª de Educação Física. Professora de Educação Física. Esp. em danças folclóricas, Esp. em recreação e Delegada FIEP/PA.

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