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Fitness e Personal Training (Por Humberto Barroso da Fonseca)

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Humberto Barroso da Fonseca
Fortaleza/CE - Brasil
Site: http://www.humbertofitness.com
E-mail: humberto@humbertofitness.com
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Tempos Modernos e o Personal Trainer

Em um de seus filmes mais famosos, Charles Chaplin representa um trabalhador de uma fábrica que tem um colapso nervoso por trabalhar de forma quase escrava, em uma das cenas do filme Charles Chaplin mal pode coçar o nariz, pois a escala de produção não lhe dá um segundo de tolerância, o que o tornou totalmente automatizado a ponto de fazê-lo repetir a mecânica de apertar os parafusos mesmo fora do horário de expediente.

Fiz questão de lembrar esse momento do filme por acreditar que a falta de planejamento e organização do nosso trabalho pode nos levar, não a esse problema, mas a um pior, que afetará diretamente a nossa qualidade profissional, não podemos simplesmente acordar todos os dias e sair de casa para simplesmente “apertar parafusos”.

A mídia diariamente explora atividade física orientada como de fundamental importância para obtenção de qualidade de vida e saúde, você já se perguntou por que então apenas 16% da populaçãoé ativa nos horários de lazer? A resposta é simples, não gostam de praticar atividade física, e esse problema em grande parte é nossa culpa, pois temos essas pessoas em nossas academias e não conseguimos encantá-las com a atividade física.

Vou tentar explicar essa problemática citando Claude Bernard: “Uma substância pode ser curativa ou letal: é uma simples questão de dose”, muitas vezes o que decepciona nossos alunos é que literalmente erramos a dose, deixando-os doloridos, ou fazendo-os não perceber os resultados, a seguir irei propor um processo para a nossa prática que pode vir a evitar esse desperdício de tempo e reduzir o “turnover” dos seus alunos.

1. Não inicie nenhum trabalho personalizado sem a aplicação de uma avaliação física, nela conhecerá melhor seu aluno, e saberá a melhor forma de Educá-lo.

2. Planeje seu treinamento, estipule metas e objetivos para seu aluno, divida com ele a necessidade de parceria e onde ele irá chegar caso cumpra suas solicitações;

3. Realize a periodização do treinamento, muitas vezes ouvir falarem que não adianta periodizar porque o aluno falta e quebra sua periodização, eu já acredito que o aluno falta por não conhecer sua periodização.

4. De feedbacks a cerca dos pequenos resultados de seu aluno, sempre serão estímulos para a conquista de resultados maiores;

5. Aproveite as redes sociais, divulgue as conquistas deles, isso trará uma grande motivação.

Chega de apertar parafusos, precisamos tornar nosso trabalho estratégico.

Boa sorte e bom trabalho.

Educação Física no Combate ao Câncer de Mama

De acordo com as estimativas do câncer no Brasil para os anos de 2010/2011, o Câncer de Mama será o de maior incidência entre as mulheres, representando cerca de 22% dos novos casos de câncer feminino no Brasil, informam ainda que essa neoplasia apresenta maior aparecimento em mulheres com status social mais alto, acreditamos que isso deve ocorrer possivelmente por um aumento no nível de sedentarismo dessas mulheres pós menopausa.

A obesidade é reconhecida como fator de risco para diversas doenças crônico-degenerativas e cardíacas, diabetes e osteoporose e no risco do câncer de mama (HEYWARD, 2005). De acordo com ROSA ET AL. (2010), 28% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com dieta saudável e atividade física regular Segundo KUMAR ET AL (2005), a obesidade está relacionada com maior conversão da androstenediona (em mulheres pós-menopausa) em estrona no tecido adiposo e consequentemente maior concentração de estrógeno livre, afirma ainda que estudos mais recentes apresentam dados que relacionam a obesidade andróide (gordura que se acumula na região abdominal), predispõe a mulher a desenvolver câncer de mama e apontam a relação entre IMC, perfil antropométrico e estilo de vida desse grupo de pacientes com câncer.

Buscando a prevenção da doença, vários estudos foram conduzidos tentando estabelecer uma relação entre excesso de peso, distribuição da gordura corporal, câncer de mama e atividade física.

Três de quatro estudos observacionais demonstraram que mulheres que se exercitam regularmente têm circulação 15 a 25% mais baixa de estrona e concentrações de andrógenos em comparação com mulheres sedentárias, embora outro estudo não encontrou tal associação. (KUMAR ET AL, 2005).

Para FRASSON ET Al. (2009), a relação entre obesidade e câncer de mama reside no fato de que os níveis de estrógeno são mais elevados em mulheres obesas principalmente depois da menopausa. Outro dado importante citado pelo autor é de que após a menopausa a produção do estrógeno é interrompida nos ovários, porém acabam sendo produzidos através da conversão dos andrógenos pela enzima aromatase, ou seja, quanto maior o tecido adiposo maior a produção, colaborando dessa forma para o crescimento dos tumores.

Estudos de McArdle e Katch (1996) afirmam que a auto-estima das mulheres submetidas a cirurgia, é maior em praticantes de atividade física, o que nos leva a crer que a Educação Física poderá contribuir com a prevenção e recuperação da doença. A pergunta é: Estamos preparados?

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