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Ergonomia e Ginástica Laboral (Por Pedro Ferreira Reis)

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Pedro Ferreira Reis
Foz do Iguaçu/PR - Brasil
E-mail: ergoreis@hotmail.com

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O Design do Mobiliário Escolar e sua Influência na Ergonomia da Sala de Aula

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Em: | Colunas | Ergonomia e Ginástica Laboral

A criança, a família e a condição social sempre foram apontadas como as principais responsáveis pela repetência escolar, no entanto, se verifica que a questão é muito mais complexa, e que não se pode isentar da responsabilidade o ambiente da sala de aula e a arganização do sistema educacional.

A saúde escolar é um conjunto de atividades desenvolvidas por uma equipe multiprofissional, envolvendo inclusive o professor, que visa a promover, proteger e recuperar a saúde do ser humano em idade escolar, que está dentro ou fora da escola, da maneira mais precoce possível, através de ações engativas e assistenciais, que levem em conta suas origens e a realidade da vida, interagindo com os recursos institucionais disponíveis na comunidade, assim como a família buscando influir, de maneira decisiva, no ambiente físico e emocional da escola, no processo de ensino, da saúde e na assistência integral à saúde pessoal da criança.

De acordo com a Lei das Diretrizes e Bases da Educação, o calendário escolar anual tem que ter, obrigatoriamente, duzentos dias letivos, com no mínimo quatro horas por dia e duração de 11 anos para a conclusão da educação básica, sem contar a desistência e repetência. A maior parte deste tempo os alunos passam sentados em um mobiliário escolar inadequado, principalmente quando não atendem às especificações da NBR 14006 quanto aos parâmetros antropométricos de seus usuários. O mobiliário escolar é sem dúvida um elemento essencial e de suma importância no processo educacional, pois é o responsável pelo conforto físico e psicológico do aluno, favorecendo seu aprendizado e deve ser saudável, adequado ao uso e ao conteúdo do pedagógico da escola.

Aluno do 12º ano e do 6º ano – Desconfortos oriundos de diferentes medidas antropométricas utilizando o mesmo mobiliário escolar

Figura 01 – Aluno do 12º ano e do 6º ano – Desconfortos oriundos de diferentes medidas antropométricas utilizando o mesmo mobiliário escolar.

Os espaços educacionais devem proporcionar um ambiente confortável aos seus usuários, para que assim proporcione um melhor rendimento escolar em todos os seus seguimentos de ensino em todas as classes sociais, visto que o crescimento também é afetado por questões nutricionais. No Brasil infelizmente são utilizados mobiliários inadequados, não respeitando a antropometria dos usuários, comprometendo os estudos dos escolares por estarem expostos às situações constrangedoras tanto para a realização da escrita, da leitura e para a própria postura, contribuindo para o surgimento de patologias na fase de crescimento.

Fatores relacionados ao bem estar e saúde poderá causar um prejuízo significativo no rendimento escolar, pois crianças e adolescentes com sintomas cotidianos de dores, não despertará interesse em assimilar conteúdos, visto que a concentração e vontade de aprender será prejudicada. Por este motivo deve-se oferecer mobiliários que se adaptem ao ser humano e ao seu trabalho para que, assim, seja possível evitar danos à saúde, principalmente na idade escolar, que é uma fase de crescimento, pois, de acordo com o avanço dos anos, vai se tornando mais difícil obter resultados em termos de correção postural, devido a definição do crescimento ósseo. Os constrangimentos, em virtude da postura sentada na escola, têm influência direta do mobiliário utilizado, pois um mobiliário escolar inadequado é o principal causador do desconforto nas costas, pernas, braços, pescoço, ombros e pés.

Mobiliários escolares não devem ser dimensionados para o usuário médio, pois este não existe. Pois as pessoas que se enquadram nas medidas antropométricas de percentil 5% e 95%, não são atendidas, e terão afetada a sua saúde diminuindo seu rendimento escolar. Assim a manutenção de uma postura corporal desconfortável pode ser o principal fator da hiperatividade, falta de interesse e queda no rendimento escolar. Neste sentido para que um mobiliário seja considerado adequado, ele deve proporcionar uma facilidade de movimentação do corpo, com o mínimo de esforço e que possibilite adequação ergonômica.

Torna-se importante conscientizar políticos e toda a comunidade escolar das consequências de um mobiliário escolar com design inadequado, alertando, que toda criança necessita de uma escola segura, confortável e alegre para que seu objetivo, que é educar, seja plenamente atingido.

Pedro Ferreira Reis
Foz do Iguaçu/PR - Brasil
Doutorando na área de Ergonomia - Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2009-2012). Possui Graduação em Fisioterapia, Graduação em Educação Física, Mestrado em Educação Física e Saúde e Mestrado em Ergonomia. Pesquisa sobre Saúde do Trabalhador, Ergonomia, Lesões por Esforços Repetitivos, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, Ginastica Laboral, Cinesioterapia e Bullying. Atua como coordenador e professor da FEFFI - Faculdade de Educação Física de Foz do Iguaçu, professor do curso de fisioterapia do IESFI - Instituto de Ensino Superior de Foz do Iguaçu, professor da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná e Delegado Adjunto da Federação Internacional de Educação Física (FIEP).

E-mail: ergoreis@hotmail.com

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