Fonte: http://www.protecao.com.br
Atualmente, a GL vem passando por uma fase de crescimento cada vez mais evidente em todo o país, quadro que é evidenciado pela grande quantidade de profissionais envolvidos. Mas a real situação da prática da ginástica laboral e fator de preocupação no âmbito da saúde ocupacional, o que proporciona alguns questionamentos:
- 10 minutos de alongamentos é suficiente para se garantir uma condição saudável do trabalhador?
- Será que a maioria das empresas não está utilizando a ginástica laboral como paliativo para se defenderem das perícias trabalhistas?
- Somente a prática da ginástica laboral é suficiente para suprir os desgastes fisiológicos e psicológicos dos trabalhadores?
Os cursos de graduação de Educação Física e Fisioterapia estão preparando os egressos para uma boa atuação em relação à saúde ocupacional?
A disciplina de ergonomia vem sendo valorizada nas grades curriculares dos cursos da área da saúde?
É importante destacar que todo programa de ginástica laboral necessita do envolvimento multidisciplinar e interdisciplinar envolvendo principalmente os trabalhadores, educadores físicos, fisioterapeutas, médicos do trabalho, enfermeiros, assistentes sociais, engenheiros, psicólogos, designers, administradores, engenheiros de segurança. Assim através de um comitê corporativo envolvendo os programas PCMSO, PPRA e CIPA, conseguiremos desenvolver um trabalho produtivo nos Programas de Promoção de Saúde do Trabalhador. Assim cada profissional dentro da sua competência, mas em equipe com o mesmo objetivo que é a saúde do trabalhador.
Fatores Psicossociais do Trabalhador
Vários fatores interferem na saúde do trabalhador, destacando a individualidade biológica a sua relação com o trabalho, com a comunidade e principalmente com a sua família, neste sentido questiona-se a verdadeira razão da prática da ginástica laboral:
- A utilização isolada da Ginástica Laboral é eficaz para combater a incidência das LER/DORT nas organizações?
- É possível que a dedicação de poucos minutos para exercícios de alongamento, relaxamento e dinâmicas de grupo no local de trabalho afastem o estresse, as tensões musculares e alterem o estilo de vida do trabalhador?
- A execução prática com roupas inadequadas não seria um fator prejudicial à execução da Ginástica Labora?
- Será que uma trabalhadora de Call Center que tem todo seu tempo cronometrado, até para ir ao banheiro deve ter uma Ginastica Laboral idêntica ao de uma secretária que toma água e cafezinho a qualquer momento de acordo com sua vontade?
- Se o sexo feminino tem 40% menos força e 30% menos capacidade respiratória que o sexo masculino ambos deva participar do mesmo programa de alongamentos?
- A trabalhadora gestante poderá participar dos programas de Ginástica Laboral?
- O sexo feminino deverá ter uma Ginástica laboral diferenciada na fase pré menstrual e menstrual?
Posto de trabalho – Call Center
Fonte: http://images.google.com
Embora alguns autores indiquem a Ginástica Laboral como uma medida preventiva eficaz para LER/DORT, é importante alertar que somente a prática de alongamentos, sem a melhoria dos métodos organizacionais, poderá prejudicar o bom andamento do projeto de Ginástica Laboral. A prática da Ginástica Laboral de forma isolada não alcança êxito na prevenção, devendo ser associada a várias outras medidas, simples, mas fundamentais, como volta de férias com ritmo gradativo, rodízio de tarefas eficiente, pausas para descanso, fazem necessárias para que o trabalhador tenha no seu meio laboral um ambiente confortável e seguro para o pleno exercício de suas atividades. Além destas observações a individualidade biológica, antropometria, sexo, idade e as adequações ergonômicas do posto de trabalho, verificando os níveis de ruído, iluminação, cores, vibração e qualidade do ar são variáveis indispensáveis para preservação da saúde do trabalhador. Assim as atividades corporais adotadas nos programas de Ginástica Laboral devem ser orientadas a partir do estudo sistemático de ergonomia, com foco centralizado nas queixas dos trabalhadores em relação às exigências da tarefa e sua influência nos fatores psicossociais. Assim acredito que um programa de ginástica laboral poderá ter êxito tanto para preparar o trabalhador para sua atividade (Preparatória), quanto para compensar uma fadiga muscular (Compensatória) ou até no trabalho cognitivo atuando como volta à calma (Relaxamento).




Achei muito interessante seu parecer professor! Como trabalho com ginástica laboral, realmente tive que buscar, conhecer e aprender muito sobre o assunto pois a graduação abordou muitissimo pouco sobre o assunto. E quando se está atuando, realmente vê-se a GL por outro ângulo, pois ela vai muito além de simples alongamentos como muitos pensam. Atuo na GL preparatória em uma rede bancária, e realmente me pergunto se somente no início da rotina de trabalho é suficiente? Rotinas de trabalho estressantes e com instrumentos de trabalho ( cadeiras, mesas, aparellhos telefônicos…) que não são adequados…Realmente é um assunto que há muito o que se pesquisar e debater.
Pedro, seu texto nos leva a reflexões sobre o grande dilema do seculo XXI, onde o sedentarismo empresarial esta levando a graves lesões por esforços repetitivos, onde a importancia da Ginástica Laboral torna-se impresindivel, pena que em muitos setores empresariais ainda exista certas resistencia quanto a utilização desta ferramenta em prol da saúde do cidadão. Quando os empresarios perceberem que estão perdendo em qualidade com a perda de seu funcionário por motios de lesões e, que os custos em manter este funcionario em licença médica enquanto outro funcionário muitas vezes menos capacitado acaba fazendo seu serviço,podendo gerar perdas em qualidade e na estrutura do serviço apresentado, dai poderão perceber que a Ginástica Laboral auxilia no desempenho de sua empresa. Grande abraço e ótima produção. Luis Peres
A NOSSA ÁREA É UMA DAS QUE MAIS CRESCE NO MUNDO. VAMOS MANTER A QUALIDADE DOS NOSSO SERVIÇOS AQUI NO BRASIL. PORQUE TEM MUITA GENTE QUERENDO SE APROPRIAR DE NOSSOS SERVIÇOS.
Oi Pessoal! Obrigado por participarem deste debate. O importante é ter em mente que somente a prática da GL, não consiguiremos sucesso. Principalmente quando as pesquisas são subjetivas. Assim é importante alertar que os relatos de desconfortos podem ser de vários fatores. (Ruído, Iluminação, toxidade, mobiliário, trabalho repetitivo, horas extras, prêmio por produção, sexo, idade, etc…). Neste sentido um projeto de atividade física na empresa deve envolver vários profisionais, com o único objetivo, a saúde do trabalhador…
Interesantes reflexiones y guias para aplicar la activación física en los centros de trabajo.
Oi Luiz, Castro e Horacio, obrigado por participarem desta coluna.
A ergonomia é tão importante para os Programas de Ginástica Laboral, pois sem o seu envolvimento o fracasso é eminente, ex:
Profissional da Educação Física: Ginastica Laboral;
Profissional da Fisioterapia: Cinesioterapia;
Profissional da Psicologia: Assédio moral, Bullying, Síndromes de Bornaut;
Profissional da Enfermagem: Absenteísmo, atestados;
Profissional da área médica: Admissional, afastamento, mudança de função;
Profissional da Engenharias: Confecção dos postos de trabalhos;
Profissional do Design: Acessibilidade dos produtos;
Profissional da Fonoaudiologia: Ruídos, Voz;
Entre outros….
T odos envolvidos com a CIPA, PPRA, PCMSO e outros programas para melhorar saúde do trabalhador.